quarta-feira, 10 de junho de 2009

na obscuridade do mundo achei uma luminosidade. lá no fundo, mas bem fundo o que se via era apenas um pequeno ponto de luz. e eu ia caminhando nessa direção iluminada, mesmo sem ter idéia do que poderia luzir o outro lado. e se fosse uma vela? ela iria acabar uma hora e eu voltaria a escuridão... é quem sabe não fosse melhor eu ficar por aqui sentada e esperar que meus olhos se acostumem a observar no escuro?! e na mesma hora que meus pensamentos eram contra aquela luz, algo me dizia que eu teria que experimentar o calor que aquele clarão me proporcionaria, mesmo que fosse por alguns instantes. martelava em meu juízo que era uma oportunidade de observar a beleza da vida, de enxergar as cores. por enquanto eu nem sabia onde me encontrava, não se podia enxergar um palmo a minha frente... perdida na escuridão.
pouco a pouco fui lançando meus passos pelo chão, o que me fazia sentir tão bem... e nessa altura eu já estava a meia-luz, eu já podia me enxergar, e a cada movimento avante, a luz se ampliava... até que em momento ela estagnou, e o que reluzia não era ouro apesar do seu imenso valor, nem era uma vela que uma hora iria acabar. em minha frente eu vi a mais rara beleza, e suas cores fundamentais, sentia o calor do seu corpo esquentando todo o meu, e o seu olhar me mostrava que era o fim de um mundo negro. eu recebi suas mãos estendidas e caminhamos, para o nada... incansavelmente, em um eterno instante de dois.

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